Piscinas – Dicas para tutores e hotéis pet3 min para ler

Assim como os seres humanos, os cães também adoram se refrescar numa piscina nos dias mais quentes.

É preciso ficar atento: nem todos os animais sabem ou podem nadar. Certas raças como o Pug e o Boxer, que têm o focinho achatado e cabeça mais curta, têm dificuldade para respirar devido ao formato do corpo. Já outras como Golden Retriever, Labrador e Border Collie adoram água e nadam com facilidade.

O fundador e médico-veterinário do Clube de Cãompo, Aldo Macellaro Júnior, fala sobre os cuidados que devem ser observados para tornar essa atividade ainda mais saudável e divertida.

De acordo com Macellaro Júnior, os bichinhos devem estar com a vacinação e a vermifugação em dia. Ele explica que a natação traz excelentes benefícios como grande gasto energético, menor impacto nas articulações e nos ligamentos do animal, além de garantir bem-estar e relaxamento. A prática não é recomendada apenas para animais debilitados, cardíacos e com problemas de pele.

Para os tutores que têm receio em relação à higiene, o veterinário esclarece: “No Clube de Cãompo temos um cuidado especial com as piscinas e utilizamos uma luz ultravioleta para reduzir o uso do cloro na água. Contamos ainda com um filtro específico para coletar os pelos dos animais.”

No hotel-fazenda para cães, localizado na cidade de Itu-SP, existem monitores devidamente preparados e treinados para ensinar os bichinhos a nadar. Macellaro Júnior afirma que os pets devem entrar na piscina, aos poucos, sem forçá-los. “No treinamento, fazemos com que eles se acostumem com a água, levando-os para perto da borda, molhando o focinho e o corpo. Tudo é feito com muita calma para evitar traumas”, conta.

“Depois, quando sentirem-se mais seguros, colocamos uma boia própria para cães e os levamos para dentro da piscina. No início, a tendência é que eles mexam apenas as patas dianteiras e afundem as de trás”, completa. Para que os animais fiquem mais confiantes e seguros, os monitores usam brinquedos, tais como bolinhas. Assim o treinamento pode ficar mais divertido.

 

Atenção constante

O médico-veterinário recomenda que os tutores nunca deixem seu cão sozinho na piscina, mesmo que ele saiba nadar. Outra dica é usar uma coleira peitoral para ter mais controle sobre os movimentos do bichinho. “Jamais use um enforcador, pois ele pode se afogar ao mergulhar”, alerta. Ele ainda recomenda observar se a piscina possui uma escada de fácil acesso para que o pet consiga sair sozinho.

 

Cuidados pós-piscina

As orelhas dos cães são bastante sensíveis e exigem atenção redobrada. A umidade, aliada ao calor, pode favorecer a proliferação de fungos e bactérias no canal auditivo dos cães.

Por isso, é fundamental secar bem, com algodão ou gaze, os ouvidos do animal. Outro cuidado é dar uma boa ducha de água doce para retirar o cloro para evitar alergias.

Feito isso, seque bem o animal para não deixar a pele e os pelos úmidos.

 

 

 

Comentários
Carregando...