A raiva nos animais de companhia

Executivo da Boehringer Ingelheim alerta para vacina após registros da doença no Brasil.

Apesar de ser conhecida desde a Antiguidade, a raiva ainda não tem cura e continua fazendo vítimas. Por isso a vacinação de cães e gatos é extremamente importante para prevenir a infecção pelo vírus e manter a saúde tanto dos pets quanto de seus tutores, ainda mais em tempos de falta do soro antirrábico, principal componente do tratamento contra a doença.

A vacina Rabisin – I, da Boehringer Ingelheim, é recomendada para a prevenção da raiva em cães e gatos a partir dos quatro meses de vida. A aplicação em dose única deve ocorrer anualmente para manter o pet sempre protegido.

O soro antirrábico é usado para o tratamento em situações emergenciais, quando uma pessoa é mordida por um animal que pode estar infectado, porque contém anticorpos e age rapidamente. Entretanto, reformas nas instalações do principal fabricante no Brasil têm levado à falta do soro no país e pelo menos dez Estados estão sem estoques. O Ministério da Saúde distribuiu, em julho deste ano, seu último estoque de soro e a previsão é que essa situação se prolongue até o fim do ano.

“A raiva pode ser prevenida e evitada. A vacinação dos pets é fundamental para evitar a contaminação e se torna ainda mais importante em um cenário de falta de soro antirrábico. Assim, podemos impedir que nossos cães e gatos sejam contaminados e transmitam a doença para os seres humanos”, alerta Danilo Denardi, gerente de marketing da área de pets da Boehringer Ingelheim Saúde Animal.

A doença atinge mamíferos, entre eles cachorros, gatos, bois, cavalos, macacos, morcegos e humanos, e é transmitida, principalmente, por meio da saliva do animal contaminado. Como é altamente letal e não tem cura, a prevenção por meio da vacinação de cães e gatos é a forma mais eficaz de proteção contra a doença.

Neste ano, foi registrado em Santa Catarina o primeiro caso de morte por raiva em 38 anos, após uma mulher ser mordida por um gato infectado com a doença. Também há casos de detecção da doença em morcegos, atualmente o principal responsável pela transmissão da raiva no Brasil.

“Apesar de ser uma vacina comum entre cachorros, precisamos alertar donos de gatos para que eles também sejam vacinados. O gato é um animal com instinto caçador e, de certa forma, fica mais exposto ao risco de contaminação, caso tenha contato com algum animal infectado”, explica Denardi.

 

 

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