Você venderia sua empresa? Por quanto?2 min para ler

Veterinários ou donos de pet shops não estão atentos a este tema.

Ter uma clínica é um sonho, um ideal, uma criação, e como tal é idealizado, isto é, será para sempre. Nada de errado, pelo contrário, feliz o profissional que teve sua empresa por toda vida, tira dela todo o sustento para sua família, gerou empregos, atendeu clientes e, o mais belo, ajudou a muitos animais, nossos melhores amigos.

Feliz daquele que fez tudo isto e morreu no auge de suas atividades, pois teve motivação e energia. Pensemos agora nos que não tiveram este destino. Que talvez possa ter perdido motivação cedo, ou alguma lesão, doença debilitante, e em “sendo” seu negócio, não podia se retirar dele e não fez seu “pé-de-meia”. E agora? No mesmo dia a dia de 30 anos no meio, são incontáveis os casos. Assim, existem opções. Uma é fazer uma “poupança” desde o início da empresa, desde jovem. Ela pode servir como reserva técnica, como reserva para emergência, como aposentadoria, previdência.

Outra maneira, e pouco usada na América Latina, e muito mais comum nos EUA, é tornar a empresa lucrativa e vendê-la. Este valor será a “poupança”. E ele recomeça nova empresa.

O preço da venda varia de 2 a 10 vezes o fechamento bruto mensal. Ou um múltiplo do lucro operacional ou EBITDA. Se uma clínica fatura 30 mil, ela vale de 60 mil a 300 mil. Este valor final depende de:

  • Marca forte (branding).
  • Localização e edificação.
  • Clientela elevada, que gera fechamento alto.
  • Equipamentos.
  • Qualidade dos serviços.
  • Controle financeiro.
  • Passivo trabalhista (registro de todos os colaboradores em CLT).
  • Outros indicadores.

O Brasil começará a ter clínicas e pet shops também como negócio, que poderá ser vendido, sem muito afeto na empresa. São modos diferentes de se fazer um empreendimento.

A sugestão é pensar nisto desde agora, para se decidir que caminho seguir. Percebe-se que há muitas profissões que não pensam assim por anos, mas que aos 50 anos de idade mudam de ideia. A vida é cíclica, com altos e baixos e oportunidades inesperadas. Boa sorte!

Prof. Dr. Marco Antonio Gioso – FMVZ-USP www.usp.br/locfmvz

 

 

 

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