Objetivos reais na sua vida4 min para ler

Havard comprovou, entre outras escolas que também estudaram o tema, que o maior problema de quem não consegue chegar lá é que ele não sabe exatamente “onde” quer chegar!

Simples assim. Por que a maioria das pessoas não fica rica?

Porque não querem. Sim, permita-me explicar. Se todos quisessem de verdade, então por que a maioria esmagadora não consegue? Porque “não querem de fato”. Não tem o compromisso verdadeiro, porque não querem “padecer o sacrifício real que exige chegar lá”. As pessoas de sucesso sabiam exatamente o que queriam, eram determinadas, tinham uma visão muito clara de onde queriam estar, como e quando.

Quando pergunto para as pessoas se querem ser ricas, a maioria diz que sim. Quase todas. Mas quando pergunto quando e quanto?

Menos de 5% sabem. Ou seja, 95% das pessoas não sabem quanto é ser rico. Apenas têm uma vaga ideia. Ser rico é ter muito dinheiro? Claro que não. Dinheiro de longe não é a fonte da felicidade, mas ajuda e muito até certo nível. Quem ganha 50 mil por mês é mais feliz do que quem ganha 1 mil por mês e tem 4 filhos a criar, leva 2 horas de ônibus e trem para trabalhar e mais duas para voltar para casa e não pode dar o que os filhos pedem. Sim, isto também já foi comprovado. Não falo de situações individuais, pois há quem seja mentalmente bastante feliz, equilibrado, mesmo ganhando pouquíssimo.

Mas estes são a grande massa da população geral? Certamente não. Sem discursos politizados ou socialistas (isto pode ser discutido em outros locais, pois não é menos importante). Aqui a maioria dos leitores é composta de profissionais de pet shops ou clínicas e todos querem ter lucro ao fim do mês.

Quem ganha mais é mais feliz sim, até certo patamar. Quem ganha 50 mil e passa a ganhar 500 mil não ficará 10 vezes mais feliz. Sua felicidade não será proporcional, pois ele tem uma vida digna já. O mínimo da dignidade humana ele atingiu, em especial quanto aos bens materiais.

Voltemos aos objetivos. Estes que ganham 50 mil sabiam em algum momento da vida, e em geral começou cedo, na adolescência, o que queriam. Eles sabiam que queriam ficar ricos e tinham um prazo do tipo: entre 40 e 50 anos, ganharei 100 mil por mês, terei 4 empresas, 200 colaboradores, uma casa de 1 mil metros quadrados e morarei na cidade tal. Havard provou que os alunos que sabiam o que queriam, e colocavam no papel sua visão, conseguiram muito mais do que os 95% dos alunos restantes juntos. Inclusive os menos de 5% somados possuíam mais patrimônio do que os 9% após 20 anos de graduados.

A visão é muito poderosa. Quando se sabe “onde” e “quando” queremos chegar, seu cérebro passará a trabalhar neste sentido. Pessoas de resultado imaginam em detalhes seu futuro. Se ele deseja ter o edifício da empresa construído, ele imagina desde a cor, o batente das portas, os ferrolhos, os pregos na parede, o encanamento sendo locado, a fechadura, cada detalhes do piso, o vão entre azulejos, banheiros. Ele é assim. Ele é minucioso na sua imaginação. Isto fará sua determinação ser insuperável. Nada o deterá. A ponto de alguns serem teimosos e colocarem tudo a perder. Este é o lado ruim deles. Precisam ter consciência de seus limites.

Mas o que vejo é o oposto, pois as estatísticas mostram: somente 1% dos que nascerem hoje serão muito ricos. E uns 10% terão o suficiente para não dependerem do Estado, amigos ou parentes na velhice. Os outros, 90% das pessoas, ou morrerão, ou continuarão tendo que trabalhar para se sustentar. Nada errado em trabalhar na velhice. Mas não seria muito melhor você ter o prazer de escolher no que quer trabalhar se quiser trabalhar?

Assim, se você não está dentro dos 5%, o que fazer? Criar sua visão! Em detalhes. Coloque prazos para sua grande meta. Se você quer ser rico, isto é, em que década de sua vida? E quanto é o que você pensa ser rico? Não adianta pensamentos do tipo: “O suficiente para eu não ter que me preocupar com dinheiro”, ou a pior: “De ter conforto na vida”. São frases que não têm objetividade. Por isto mesmo é que as pessoas trabalharão décadas a fio em busca do tal conforto e raras são as que conseguirão de fato. Quem quer sabe “quanto” quer e “quando”. Comece a trabalhar nisto hoje, por favor.

E lembre-se: querer significa desafiar-se. Sacrificar o fim de semana de churrasco ou praia por um objetivo maior no futuro. Se você não concorda, sugiro ler muito a respeito e ver as estatísticas. Elas não são favoráveis a quem pensou assim um dia. Se você pensa desta forma, eu entendo, pois também já pensei assim um dia. Mudar não foi nada fácil, mas eu consegui, porque criei uma visão… E prosperei, podendo hoje ajudar muito mais gente do que apenas minha família.

Reflita. Mais sucesso!

Prof. Dr. Marco Antonio Gioso FMVZ-USP www.usp.br/locfmvz

 

 

 

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