O Espírito Santo e o crescimento do mercado pet

Com uma população estimada em 3,9 milhões de habitantes, o Espírito Santo é um Estado privilegiado.

Lá você vai da serra ao mar em apenas 40 minutos, come a melhor moqueca do país (feita na panela de barro) e ainda se diverte com a agitada vida noturna da capital Vitória, considerada pela ONU uma das melhores cidades para se viver no Brasil.

O seu desenvolvimento econômico é baseado principalmente nas atividades portuárias, petróleo e gás, produção de café, rochas ornamentais, entre outras que diversificam o mercado capixaba.

Os moradores locais têm várias peculiaridades: falam “pocar” ao invés de estourar; não acham legal, acham “massa”; têm medo de “taruíra”, não de lagartixa e a cada dia são mais apegados aos seus pets, considerando-os membros reais de suas famílias.

Esse apego é comprovado por uma pesquisa feita pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) onde, de acordo com o levantamento, o Estado possui 862.876 cães, ultrapassando o número de crianças e adolescentes de até 14 anos que somam 825.000. Além disso, foi comprovado que a cada 10 casas sete possuem bichos de estimação. Nesse ranking de presença pet nas residências capixabas, os cachorros ainda lideram, seguidos dos pássaros, com 469.759; gatos, com 249.384; e peixes, 68.261.

Com números tão expressivos, o mercado pet está em crescimento. As maiores distribuidoras do Estado possuem em sua base ativa de clientes (pet shops, banhos e tosa, consultórios e clínicas veterinárias) entre 2.000 e 4.000 estabelecimentos que realizam compras regularmente.

A cada esquina da Grande Vitória uma nova pet shop aparece com proprietários esperançosos perante a lucratividade certa que o segmento pode proporcionar. O que a maioria não imagina é que manter um negócio pet ativo e com uma boa rotatividade de clientes não é uma tarefa tão fácil.

Essa dificuldade se dá porque os produtos em sua maioria são os mesmos entre as lojas e os preços são muito competitivos, fazendo com que o cliente não se fidelize ao estabelecimento pelo seu mix, e muito menos pelas suas condições de pagamento.

É preciso criar diferenciais competitivos para se destacar e atrair cada vez mais pessoas. Porém as lojas existentes na região são muito tradicionais e resistiram à inovação durante muito tempo até perceberem que o consumidor pet capixaba tinha mudado, estava mais exigente, analítico e atento ao atendimento recebido.

Foi aí que nasceu o Instituto Mistura – Qualificação e Marketing Pet, para atender essa fatia de mercado que não tinha atenção de profissionais que entendiam de sua realidade como um todo.

Nossos consultores, através de ferramentas de marketing, observações e experiências vivenciadas dentro de pet shops, desenvolveram uma série de serviços especializados, baseados no conhecimento do segmento, dos produtos, serviços, clientes, colaboradores e gestão.

Com o Instituto Mistura, as lojas mais tradicionais (algumas com quase 40 anos de trajetória) começaram a investir em mudanças nos seus pontos de venda, entraram para o mundo digital através das redes sociais, fortaleceram as relações com os fornecedores (realizando eventos focados nos produtos e nas necessidades dos clientes) e, o mais importante, entenderam que o sucesso do processo de compra estava ligado diretamente ao atendimento. E quem presta o atendimento é geralmente um balconista que é formador de opinião. Quantas vezes vamos a um estabelecimento do segmento e experimentamos outros produtos por causa de uma simples explicação desse profissional?

Dessa maneira, uma série de workshops, treinamentos e “gincanas do conhecimento” foram criadas para capacitar essas pessoas, fazendo com que elas entendam a realidade do mercado e o comportamento do consumidor pet capixaba que é totalmente dependente de um bom atendimento.

Nas pet shops onde essas atividades foram realizadas, notamos o crescimento do número de pessoas à procura de produtos e serviços, as avaliações positivas no Google Meu Negócio cresceram significativamente, assim como o número de seguidores em suas redes sociais e, o mais importante, os números de venda também cresceram com a satisfação dos clientes.

Fidelizar pessoas aos negócios é uma tarefa que deve ser exercida diariamente, especialmente num mercado onde os consumidores não compram para meros animais (palavra que não deve mais ser usada ao lidar com tutores), mas sim compram para seus “filhos”. Dentro desse cenário, quem tem a responsabilidade de fechar uma venda com sucesso é quem realiza o atendimento.

No Espírito Santo, essa realidade está sendo disseminada através de trabalhos realizados pelo Instituto Mistura – Qualificação e Marketing Pet, que tem como objetivo criar práticas de mercado mais lucrativas e humanizadas, voltadas tanto para os colaboradores e clientes quanto para os pets que são a razão da existência de seus serviços.

Portanto, se você tem algum negócio voltado para o mercado pet, seja no Espírito Santo, no Oiapoque ou no Chuí, preste atenção nas duas pessoas que são mais importantes nesse processo: seu colaborador e seu cliente. Atribua o serviço de atendimento de excelência ao seu produto e boas vendas!

Thalles Dias é publicitário, especialista em Desenvolvimento de Negócios e em Marketing Pet, coordenador de Planejamento do Instituto Mistura – Qualificação e Marketing Pet.

 

 

 

 

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