Fatores de crescimento que impulsionam o mercado pet21 min para ler

O mercado pet tem apresentado um surpreendente crescimento no Brasil e no mundo.

Este cenário se deve a uma série de fatores que vêm desde a época da revolução industrial, que gerou diversas mudanças na sociedade e que estão em desenvolvimento até os dias de hoje. Além das diferenças notadas na sociedade, o consumidor também está mudando a forma de relacionamento com o seu animal de estimação, tratando-o literalmente como um membro da família e buscando proporcionar uma boa qualidade de vida ao seu pet.

O setor pet está se mostrando como uma boa oportunidade de negócio para quem procura investir, porém, é necessário estudar o perfil do consumidor que cada vez mais está em busca de melhores produtos e serviços do ramo para proporcionar uma boa qualidade de vida ao seu animal. Para obter bons resultados na área, é importante ter conhecimento de toda a trajetória que ocorreu no mercado desde o princípio.

Este artigo visa enaltecer os principais fatores que contribuíram para que o mercado pet chegasse no patamar de crescimento em que se encontra nos dias de hoje e como está se estabilizando como área promissora de negócios, além de estudar o comportamento do consumidor em relação ao mercado.

Os fatores serão relatados através do detalhamento de etapas das mudanças na sociedade e estudo das pirâmides etárias e suas transformações na população brasileira.

 

Fatores sociais que contribuíram para o crescimento do mercado pet no Brasil

Não é novidade que os pets estão cada vez mais frequentes nas residências e sendo tratados não mais como animais de estimação, mas parte da família. Isso se deve a uma série de fatores. Para melhor compreender os fatores que contribuíram para este cenário, serão utilizadas as pirâmides etárias do Brasil e suas mudanças ao longo de 40 anos.

A pirâmide etária do Brasil da década de 1990 mostra uma quantidade muito grande de nascimentos em relação à quantidade de idosos no país, porém, comparando o número de crianças entre 0 a 4 anos com crianças de 5 a 9 anos, é possível identificar que o número de nascimentos já estava diminuindo.

Segundo o site Brasil Escola, quando a pirâmide passa a ter a base mais fina e o topo mais largo, ou seja, com a quantidade de pessoas mais velhas atingindo mais facilmente os 80 anos, significa estar chegando próximo à pirâmide de um país desenvolvido. Em relação aos anos 80, a quantidade de nascimentos diminuiu, o que foi uma consequência de que no século XX o Brasil deixou de ser um país rural e passa a ser predominantemente urbano. Ou seja, quando as pessoas viviam em sítios, cada filho a mais significava uma ajuda na mão de obra, porém no cenário urbano, cada filho a mais significa mais gastos, por isso a população deixou de ter tantos filhos.

Já a pirâmide referente ao ano de 2010 mostra uma diferença ainda mais significante. Em 20 anos, a população adulta e da terceira idade cresceu muito. Segundo fontes do site Brasil Escola, o Brasil tem registrado crescente investimento na área da saúde, mesmo que ainda seja considerado baixo em relação aos padrões internacionais. Estes investimentos ajudaram na elevação da expectativa de vida da população.

De acordo com a BNDES, a competitividade no mercado de trabalho fez com que crescesse a procura por profissionais qualificados, o que de certa maneira fez com que a população buscasse mais interesse em cursos de graduação e de especialização.

Com a produção em alta, o número de oportunidades de emprego também cresce, além dos salários, o que explica o aumento do poder aquisitivo dos brasileiros.

De acordo com a BNDES, o desemprego passou de 11,7% em 2003 para 6,7% em 2010 enquanto a renda média dos empregados passou de R$ 1.296 para R$ 1.413 durante o mesmo período.

Outro fator importante neste cenário foi a entrada da mulher no mercado de trabalho assumindo importantes cargos, que segundo o Portal Brasil obteve um crescimento de 5,93% apenas de 2010 com 18,3 milhões de empregos para 19,4 milhões em 2011 principalmente nas áreas de administração pública, restaurantes, atendimento hospitalar e também na construção civil.

Segundo a BNDES, essa situação crescente da mulher no mercado de trabalho fez com que a taxa de fecundidade caísse significantemente.

Em 1990, a média de filhos por mulher era de 2,81, e caiu para 1,86 em 2010 e de acordo com o IBGE, as taxas só tendem a cair ainda mais. O IBGE ainda afirma que deve haver um equilíbrio entre as taxas de natalidade com as de mortalidade. Em um país que possui muita gente nascendo, sobrecarrega economicamente a população adulta. Enquanto se há muita gente idosa, há falta da População Economicamente Ativa, resultando na falta de profissionais e ao mesmo tempo o foco dos impostos fica para os pagamentos de aposentadoria para esta população.

Mas como a pirâmide etária do Brasil interfere no mercado pet? Todas as consequências das mudanças na pirâmide desde a década de 90 fizeram crescer o mercado pet. Isso se deve à maior competitividade do mercado de trabalho, fazendo com que as pessoas busquem cada vez mais especialização profissional, além do aumento significativo da mulher no mercado de trabalho. Estes fatores têm feito com que as pessoas passem a casar mais tarde, já que antes querem conquistar os estudos na área em que irão atuar.

Certamente, muitas pessoas que vão atrás de bons estudos e bons trabalhos acabam tendo que se mudar. Para não ficarem sozinhos, adotam ou compram um animal como companhia, o que também ocorre na população mais velha que também cresceu e, em muitos casos, estas pessoas procuram um animal de estimação para não ficarem muito sozinhos. Este cenário também proporcionou os casamentos tardios, já que muitos casais querem estar muito bem estabilizados financeiramente antes de terem seus filhos, porém acabam tendo animais de estimação para complementar a família antes que tenham seus filhos biológicos.

O poder aquisitivo dos brasileiros também aumentou de maneira significante, o que faz com que eles invistam mais em seus animais de estimação, proporcionando alimentação de qualidade, serviços de banho, tosa, roupas, brinquedos, entre outros mimos. Além disso, o desafio está na questão de que o comportamento do consumidor passa por muitas influências, tais como demográficas, sociais, culturais, psicográficas, situacionais e até mesmo os estímulos dos 4Ps do marketing podem vir a modificar as decisões de compra do consumidor.

De acordo com os autores, compreender o comportamento do consumidor necessita também estudar os aspectos psicográficos, já que eles são atraídos por produtos e ou/serviços que ofereçam maiores benefícios de acordo com as suas personalidades. Porém, há também a questão de que uma pessoa pode ter o seu comportamento alterado de acordo com o que ele está vivenciando no momento, e isto pode influenciar em uma decisão de compra. Essa mudança pode ser uma necessidade física, um depoimento de algum conhecido, ou, até mesmo, uma situação diferente no cotidiano.

Segundo Lucyara Ribeiro, é crucial que os profissionais de marketing tenham conhecimento dos grupos de referência, que estão junto com a família, fatores sociais e status, que possuem elevado grau de influência, já que eles atuam diretamente na questão de referência direta ou indireta no comportamento do consumidor.

Dessa forma, é possível verificar que o lado emocional também é um fator extremamente importante no cenário mercadológico. De fato, os brasileiros estão mais apegados aos seus animais de estimação, e isso faz com que eles invistam mais na qualidade de vida dos companheiros, aliás, o termo “animal de estimação” já está sendo substituído para “amigo”, “filho”, “irmão”, ou seja, literalmente os animais estão cumprindo fortemente o papel de ser um membro da família.

As pessoas sabem na prática o que é dito em diversas pesquisas sobre as vantagens de se ter um animal de estimação. Muitos acabaram comprando ou adotando um animal após ter visto em algumas reportagens sobre os lados positivos de ter um companheiro e através de experiências compartilhadas por pessoas conhecidas.

Outro aspecto percebido no fator emocional foi o crescimento de adoções de animais de rua. Apesar de a procura por animais de raça ainda ser grande, a população está cada vez mais ciente da importância da adoção de vira-latas, sendo mais acessível através de diversos eventos de adoção que ocorrem principalmente em locais públicos e sempre bem divulgados na internet. Neste caso, a internet é fundamental para propagar não somente a notícia, como também esse fator que possui muita força em termos de aspectos emocionais na mente do público quanto o amadurecimento da ideia de prorizar os animais sem lar.

Outro fator que conclui a força das influências para a decisão do consumidor é no caso desses eventos chamarem a atenção do público próximo ao local, que mesmo sem saber de nada acaba tendo a atenção chamada ao ver o movimento e o afeto envolvido, sendo levado ao ato de adotar e de ajudar.

E assim por diante as pessoas que adotaram começam a trocar suas experiências positivas com a adoção e começando a influenciar pessoas próximas a pensar nessa possibilidade. Assim conclui-se que o comportamento do consumidor é muito relevante dentro do mercado pet, onde diversos fatores, tais como sociais e emocionais interferem para o ato de compra e serviços oferecidos neste setor.

 

O cenário mercadológico pet atual e as previsões futuras

Segundo Luiz Goes, diretor da Gouvea de Souza em uma entrevista para o Mundo do Marketing, o consumidor da classe A, de fato gasta mais que o de classe B e respectivamente o da classe C, porém, dentro da realidade financeira de cada uma destas classes, o brasileiro está gastando mais com seus pets.

Ele ainda afirma sobre mudanças no comportamento dos consumidores e no perfil dos animais que eles estão procurando, como, por exemplo, o caso do aumento da procura por animais de pequeno porte devido ao grande número de pessoas morando em apartamentos atualmente. Ou seja, as marcas terão de estar mais atentas nesses perfis para solucionarem uma publicidade adequada a estes consumidores.

De acordo com o Estudo Pet 2013, ainda há muito espaço para o crescimento deste setor no Brasil, e estima-se que até 2020 o mesmo consiga alcançar 20 bilhões de reais em faturamento apenas no Brasil, ficando atrás somente dos Estados Unidos. A Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação) prevê um crescimento de 8,2% para o setor pet, podendo faturar R$16,47 bilhões no Brasil somente em 2014. Em apenas um ano (de 2012 para 2013), o mercado obteve um crescimento de 7,3%. Estes valores levam em conta os seguintes segmentos: pet food (setor de alimentação que representa a maior parte do mercado), pet serv (serviços prestados aos animais de estimação), pet care (produtos de higiene, equipamentos e outros acessórios) e pet vet (produtos de serviço médico-veterinário).

Atualmente este mercado representa um valor no PIB brasileiro maior que de outros setores como geladeiras e freezers, outros componentes eletrônicos e até mesmo os produtos de beleza, sendo 0,34% a sua representação no Produto Interno Bruto do Brasil. Isso mostra o quanto este ramo tem investimento e também uma grande procura. Além de revelar uma grande proposta para bons negócios de quem já está atuando nesta área, a fim de fazer crescer ainda mais o faturamento se fizer um bom planejamento estratégico e o mais importante e forte fator: relação de fidelidade com o cliente.

Em números o Brasil possui um total de 106,2 milhões de animais de estimação de acordo com a Abinpet, sendo a maioria cães (37,1 milhões) e gatos, respectivamente (21,3 milhões) que globalmente estão em segundo lugar em faturamento. Entre as outras espécies encontram-se os peixes (26,5 milhões), aves (19,1 milhões) e 2,17 milhões de outros animais como répteis e mamíferos pequenos. Para o Estudo Pet 2013, é necessário que as lojas ofereçam uma maior conveniência e um bom portfólio para os visitantes, além de um bom investimento nos pontos de venda, o que é vantajoso para lojas de maior valor agregado. Hoje em dia não basta vender mais barato, mas é preciso uma fidelidade com o cliente, saber sobre os produtos que estão vendendo, qualificar os serviços oferecidos, como nos casos de banho e tosa, onde um deslize faz com que o cliente queira procurar um lugar melhor, e o boca a boca de um serviço malfeito aos pets é o pior inimigo dos negócios, pois trata-se de um serviço feito ao animal considerado como um filho para alguém.

Veterinários representam grande responsabilidade nos serviços de pet shops, já que os donos prezam pela saúde do animal, ou seja, a área de saúde pet é uma grande aliada para o crescimento neste mercado. No Brasil, apenas 17% dos donos levam seus animais de estimação para o veterinário ao menos uma vez no ano. Número baixíssimo comparado ao caso do Canadá, onde 79% dos donos levam seus animais ao veterinário ao menos uma vez no ano, e os Estados Unidos ficam na liderança com 85%, ou seja, os pontos de venda precisam mostrar mais opções de produtos que ofereçam saúde para os pets, e, dessa forma, aumentando a fidelidade com o cliente, de acordo com Tiago Papa.

Dentro do mercado pet, o destaque está para a venda de rações, também conhecidas como “pet food”, representando 66% do faturamento do setor, estando cada vez mais especializada de acordo com as características no animal, como, por exemplo, ração para cachorros de porte pequeno, para filhotes, adultos, castrados, obesos, idosos, cardíacos, diabéticos, ou seja, rações que estão com um custo mais elevado que as comuns, porém, não deixam de ser compradas, já que os donos visam uma maior qualidade de vida para seus companheiros.

O ramo de higiene e beleza também está ganhando um grande espaço, dando origem a vitrines nas pet shops, com acessórios roupas mais sofisticadas, camas e almofadas mais confortáveis, brinquedos mais seguros, dentre eles, também é possível encontrar carrinhos de bebê para cães, suporte para bicicleta para o animal passear junto com o dono, enfim, uma série de produtos que até algum tempo atrás não tinham tanta importância como atualmente.

Ainda sobre a área de higiene, vale destacar a importância da produção de produtos hipoalergênicos ou relacionados a algum tipo de tratamento dermatológico nos animais, já que estes problemas são rotineiros nos atendimentos veterinários.

O mercado de luxo para animais está se expandindo. Alguns consumidores não buscam apenas uma roupa ou um acessório qualquer, mas algo de marca e qualidade. Essa procura fez com que surgissem marcas especializadas em apenas uma categoria para o ramo pet, dando origem também a sites para compras on-line. Nestes sites, é possível encontrar peças de roupas de tamanhos diferenciados, guloseimas, brinquedos e até mesmo kits de fragrâncias diferenciadas e produtos para banho.

Também é possível ver o crescimento de produtos pet que contêm características do perfil do dono, tais como coleiras e bolsas com estampas de personagens famosos de filmes e séries, assim como marcas do mercado pet que começaram a expandir também em produtos para pessoas, criando assim uma ligação entre os produtos do animal com o seu dono.

Este cenário também abriu a oportunidade para o aumento da procura por creches e hotelaria para animais. Nesses hotéis, os animais ficam em espaços grandes com gramados e áreas atraentes para a brincadeira dos cachorros. Alguns dos donos que passam o dia inteiro fora e possuem condições para arcar com estes serviços preferem investir neles a deixar o animal em casa sozinho. Além disso, é possível ver um grande número de serviços de relaxamento e entretenimento aos animais. Clínicas com SPA, acupuntura e massagem também estão sendo outro atrativo para os donos de animais de estimação, que até mesmo pela rotina agitada sentem que não possuem tempo adequado para o cuidado com seus animais e buscam ajuda profissional.

A hospedagem de animais por meio de aplicativos também já está se tornando comum. De acordo com o Diário Comércio Indústria & Serviços (2018), o aplicativo Dog Hero já é disponível em 500 cidades e conta com o cadastro de mais de 10 mil anfitriões e mais de 100 mil hóspedes.

Como uma forma de atender à falta de oferta especializada, os aplicativos se destacam pela satisfação dos clientes em relação à segurança dos seus animais que se hospedam em casas e apartamentos e podem ser o único hóspede deste domicílio, recebendo total atenção em comparação aos hotéis pet que precisam cuidar de uma quantidade maior de animais diariamente.

Quanto à área clínica, o público também está demonstrando mais interesse em lugares que ofereçam mais que o tradicional e poder contar com veterinários que tenham especializações em dermatologia, odontologia, oftalmologia entre as diversas áreas comuns da medicina humana, assim como prestação de serviços avançados em exames clínicos.

Os dog walkers também estão cada vez mais colaborativos com donos que possuem uma rotina muito agitada. Contradizendo muitos pensamentos, não é apenas uma caminhada com os cães, mas também um tempo de treinamento do comportamento dos cachorros no momento em que estiverem sozinhos. Inclusive, estão disponíveis no mercado cursos para dog walker, incluindo conhecimento da necessidade de passeios para os cães, o comportamento deles, como se comunicar com o público e evitar possíveis imprevistos durante o trabalho.

Outro lado importante do mercado pet no Brasil é que contribui imensamente no crescimento de empregos nesta área devido à quantidade cada vez maior de procura pelos serviços oferecidos. Cursos para tosador e assistente de veterinário, por exemplo, cresceram junto. Apenas no ano de 2012, foram gerados 224.570 empregos de acordo com a pesquisa da Abinpet.

Além disso, deve-se destacar a internet como impulsionadora do mercado pet. Desde Ongs de adoção onde as redes sociais têm ajudado a ampliar o conhecimento acerca de instituições para tratamento de animais de rua e resgatados de canis clandestinos, facilitando a comunicação para chegar ajuda até estas instituições e também a divulgação de eventos de adoção que conseguem um impacto muito maior quando publicadas e compartilhadas nas redes sociais.

Outro destaque é para a criação de perfis pessoais que os donos de animais fazem para seus pets, mostrando a rotina diária e muitas vezes tornando o seu animal famoso nas redes sociais. As vendas nas plataformas digitais que já tinham destaque em diversos setores também se destacam nas aquisições de produtos para animais segundo o Pet Ideal (2018). Porém, mesmo o Brasil tendo um número significativo de compradores on-line, de acordo com Marcelo Varon, gerente geral de marketing e vendas do Uol Host, o setor de produtos pet representa apenas 1% do ecommerce nacional, sendo que as unidades de lojas que estão hospedadas na plataforma estão entre os segmentos que mais faturam.

Ou seja, apesar de se destacar no mercado, ainda está faltando investimento na parte de vendas em plataformas digitais. Para Kalakota e Robinson (2002), a resposta para o sucesso de algumas companhias na economia digital, deve-se por um novo projeto de negócio que enfatiza uma integração muito bem sincronizada envolvendo as necessidades do cliente, tecnologia e processos. No mundo conectado, as marcas estão percebendo que as expectativas do “cliente eletrônico” estão transformando as empresas.

É muito importante para o mercado que quem ingresse na plataforma digital não apenas coloque o seu produto para vender, mas também crie um relacionamento mais direto com o seu público.

Claudio Torres (2009) diz que é preciso esquecer a publicidade quando se quer um relacionamento com o consumidor na internet, porém, este tem sido um dos maiores erros das redes sociais (fazer propaganda de seus produtos e serviços sem ao menos tentar se relacionar com o cliente) e afirma que o conteúdo gerado no marketing de conteúdo funciona como uma peça-chave deste processo. As marcas de produtos do mercado pet possuem a vantagem de contar com as redes sociais para ter um contato mais direto com o seu público, que também pode ser explorado através de sites e blogs direcionados com assuntos que atendam às necessidades e curiosidades do público-alvo.

Para manter as boas previsões do mercado será fundamental para quem está atuando na área o conhecimento das principais tendências do mercado, sejam elas aplicadas de forma física ou virtual, mas que continue atendendo às expectativas do público. É sabido que o mercado pet possui muito destaque no Brasil e no mundo e continua sendo um ramo promissor, porém, não havia muito estudo sobre as etapas que foram fundamentais para esse crescimento e a estabilização no cenário mercadológico.

O destaque para o atual potencial de mercado teve o seu alicerce na época do êxodo rural, que trouxe muitas mudanças na sociedade através do crescimento urbano e a busca para uma vida mais estabilizada financeiramente. Todos esses aspectos contribuíram para uma mudança comportamental das pessoas em busca do encaixe em um padrão de vida melhor.

Tais fatores foram diretamente ligados à forma como a sociedade passou a enxergar o animal de estimação. O cachorro que antes ficava em uma casa no quintal passou a conquistar o seu espaço para dentro do cotidiano familiar e ganhando aos poucos mais investimento para a sua saúde e bem-estar.

A questão citada sobre casamentos tardios e uma maior espera para ter filhos também influenciou o mercado pet na visão de que está se tornando mais comum que os casais comprem ou adotem um animal durante este período de espera até ter um filho. Este animal de estimação passa a ser o “primogênito” da família que compõe o planejamento financeiro familiar. O mercado passou a ficar necessitado de produtos e serviços ligados à área pet, desde a parte de alimentação que anteriormente era mais genérica e hoje já se destaca em uma série de categorias que vão desde o porte, raça e até mesmo rações para auxiliar em algum problema de saúde específico, além da categoria de serviços de saúde animal. Com uma maior procura, clínicas veterinárias começaram a investir em seu espaço físico, incluindo o atendimento de médicos-veterinários com especializações variadas e na busca de equipamentos para exames e tratamentos mais elaborados.

Também foi notada a necessidade da venda de medicamentos nas plataformas on-line, além de as redes sociais abrirem um leque de oportunidades ao ramo pet, com uma maior possibilidade de interação com o público e também manter um relacionamento com o cliente.

Através deste estudo é preciso destacar que o comportamento do consumidor é tema essencial quando se diz respeito ao mercado pet, já que muitas variáveis sociais e emocionais mexeram e continuam influenciando no processo de decisão deste público.

Outro aspecto citado foi a questão das plataformas on-line que ainda podem ser muito exploradas na área pet. Este ponto é fundamental para conseguir um diferencial no mercado tendo em vista o grande público usuário e adepto às compras on-line. Os donos estão cada vez mais apegados aos seus animais e cientes da importância de sua saúde e conforto, portanto, saber lidar com o seu público-alvo, estudar o perfil e variáveis de influência é a base para ter um bom negócio na área e mantê-lo ainda mais promissor.

 

Michele Schlichting é comunicóloga com habilitação em Publicidade e Propaganda – Estácio de Sá de Santa Catarina.

 

 

 

 

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