Mercado Pet – Marketing digital no setor de pet shop

Num cenário de desaceleração ele vai  contra a maré de queda e apresenta retorno e crescimento para as empresas.

A desaceleração econômica caminha junto com a instabilidade política vivida no Brasil. Hoje a carga tributária representa quase 40% do PIB. O ICE (Indicador de Clima Econômico) da América Latina, feito com a parceria do instituto alemão Ifo e a Fundação Getúlio Vargas, e divulgado em novembro de 2015, apresentou recuo de 5% no semestre finalizado em outubro com relação ao trimestre anterior; e esse índice só tem tendência de cair mais. Além disso, o PIB (Produto Interno Bruto) teve retração de mais de 1% segundo a pesquisa Focus divulgada pelo Banco Central e as demissões no ano passado superaram as contratações em mais de um milhão de vagas formais de 2014.

Com todo esse panorama crítico, o brasileiro fica receoso em perder o emprego, ter mais impostos para pagar, ou algo do gênero, e passa a conter os gastos em todos os setores da sua vida, ainda mais com cuidados extras para seus pets, como uma pausa em banhos semanalmente em estabelecimentos e preferir fazer em casa, ou comprar muitos brinquedos e itens considerados supérfluos. E é nesse cenário de desaceleração que o marketing digital vai contra a maré de queda e apresenta retorno e crescimento para as empresas e pode ajudar a alavancar o faturamento.

Ao todo são mais de três bilhões de pessoas conectadas à internet no mundo todo e isso representa 40% da população mundial. No Brasil, são mais de 100 milhões de pessoas com acesso à web, que representa mais de 50% da população do país. Mas onde estão todas essas pessoas?

São mais de 33 horas por mês conectados, 100 milhões de buscas por mês no Google, 110 milhões de visualizações em vídeos no Youtube, 36 milhões de usuários no Twitter, 15 milhões no Linkedin e 86 milhões no Facebook. Então se o público está on-line, a empresa precisa estar conectada também.[userpro_private]

“Não existe uma resposta simples para como o empresário do mercado pet pode desenvolver ações eficientes de marketing digital para se destacar, porque cada empresa, cada caso, cada objetivo, cada meta terá um caminho diferente. Mas, como exemplo, se o pet tem um e-commerce e quer gerar venda, a ideia é investir em Google, em Facebook Ads e em performance de vendas no site. Já se o objetivo for gerar presença de marca, os investimentos serão outros. Se tiver uma loja física, o melhor é investir em Facebook, em e-mailmarketing, em campanha promocional, etc. Não existe uma receita de bolo, deve ser feito um planejamento de comunicação com foco em digital que tenham objetivos, metas e KPIs (Key Performance Indicator), ou seja, que dê para mensurar e saber se chegou ao resultado ou não”, declara o diretor de marketing e expansão da 80 20 Marketeria Digital, Estevão Rizzo.

De acordo com a experiência do diretor de marketing e expansão da 80 20 Marketeria Digital, o principal erro é achar que fazer um planejamento de marketing digital é fácil, mas é preciso parar, estudar o caso, determinar o objetivo, aonde quer chegar com ele e, com isso, ver quais são as melhores ferramentas para chegar ao resultado desejado.

Para dar um panorama, Rizzo aponta as opções mais vantajosas, de quais canais entregam resultados melhores:

 

1) SEO (Search Engine Optimization) 

Nada mais é que uma otimização das ferramentas de busca de maneira orgânica. Demora mais para surgir o resultado, porém o resultado é incrível e de longo prazo, porque você começa a aparecer bem posicionado no Google e o cliente está em momento de compra quando procura no Google, então ele busca e encontra você como uma resposta, por esse motivo que é um investimento muito bom.

 

2) E-mailmarketing 

A dica é nunca comprar lista, ou usar lista dos outros, mas começar aos poucos e anotar o e-mail dos clientes e enviar e-mails com uma frequência razoável. É importante nunca mandar e-mail sem motivos, então sempre tenha algo significativo a dizer para não ser excluído da lista; ter um CRM (Customer Relationship Management), uma base de dados para gestão de relacionamento com o cliente, então se um cliente tem cachorro você não pode enviar um e-mail marketing falando de gatos. Quem tem cachorro recebe sobre cachorro. Quem tem gato recebe sobre gato e assim por diante; nunca encher de spam, e-mail malfeito, etc. O e-mail marketing sendo bem-feito é uma ferramenta com custo baixíssimo de criação e retorno alto, se sua lista de e-mails é qualificada.

 

3) Mídia on-line

Fazer mídia no Facebook e no Google, se bem-feita, o ROI (Return On Investment), o retorno sobre investimento, é alto.

Em um momento de crise, o melhor é focar o dinheiro em um lugar que consegue mensurar que o que foi investido obteve retorno. Em uma estratégia de e-mailmarketing isso é possível no SEO, na mídia on-line. Focar os investimentos em ações que sejam fáceis e claras de mensurar esse ROI até ele deixar de ser positivo. É preciso observar as armadilhas para evitá-las, como o mau atendimento, que é um canal de duas vias:

1º) Não responder – A empresa faz uma postagem no Facebook ou um e-mailmarketing, o cliente responde este e-mail ou faz um comentário no post, e a marca não atende, não interage, isso é muito ruim para a imagem da companhia.

2º) Não ter cuidado com crises – O cliente vir com uma reclamação e você atender ele mal ou não atendê-lo. Um exemplo bem claro e recente é o do bar Quitandinha, a cliente colocou nas redes sociais que foi assediada dentro do estabelecimento e os funcionários não deram importância em ajudá-la e isso repercutiu. Ao invés do bar se posicionar, pedir desculpas e apoiar a cliente, eles jogaram a culpa para a cliente e aumentou a repercussão, de forma negativa para o bar, imensamente. Além disso, rebateram o que a cliente disse mais de uma vez, piorando ainda mais a situação e sendo cada vez mais malvistos pelos frequentadores. Então fica de lição, que o mau atendimento prejudica qualquer tipo de empresa.

E a primeira característica para fazer um mau atendimento é ter alguém envolvido emocionalmente com a empresa ou alguém sem nenhuma experiência na linha de frente do atendimento pela internet.

Não existe influência com o tamanho do negócio. O que muda é o quanto a empresa se estruturou e planejou para a aplicação. Então uma pet shop pequena, com pouca verba, mas que estudou e planejou profundamente e fez bem-feito, pode ter resultados melhores do que uma pet shop grande com muito dinheiro, mas que fez de qualquer maneira sem se preparar. É claro que é mais fácil fazer um bom trabalho com mais verba, mas uma pessoa com criatividade, planejamento direcionado corretamente para os objetivos, metas e bom atendimento pode fazer um excelente trabalho com pouco.[/userpro_private]

 

 

 

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