Exóticos – Alimentação para Pets Exóticos3 min para ler

Grilos, baratas e tenébrios produzidos em fazendas certificadas são fonte de proteína e estimulam instinto de caça.

O melhor amigo do homem não precisa ser necessariamente um gato ou cachorro. Bichos diferentes, como iguanas, lagartos, ratos, macacos, peixes e pássaros exóticos têm conquistado cada vez mais espaço nos lares brasileiros. E os donos garantem: são dóceis, fáceis de criar e merecem todos os mimos dispensados aos pets mais famosos, como a alimentação, por exemplo. Uma novidade que vai alegrar os criadores é que agora ficou mais fácil alimentar os bichinhos com insetos vivos, para estimular o instinto de caça e garantir uma dieta saudável, rica em proteína.

“Os insetos têm alto teor de proteína, ácidos graxos e minerais de alta digestibilidade. Além disso, fornecer o alimento vivo aos animais estimula o contato com a Natureza ediverte o bicho e o dono”, afirma Eduardo Matos, proprietário da Safari.

Todos os insetos da Safari são produzidos em uma fazenda localizada em Piracicaba, interior de São Paulo. A criação possui Título de Estabelecimento Relacionado, com aprovação do Ministério da Agricultura e responsável por assegurar a qualidade de produtos de origem animal comestíveis e não comestíveis destinados ao merca
do interno e externo.[userpro_private]

De acordo com Matos, o sistema de produção é bem simples, mas há cuidados específicos para manter o ambiente sempre limpo e sem exposição a dejetos. “A alimentação dos insetos é preparada com farelo de trigo, milho, cevada e vegetais como legumes e folhas, de onde eles também retiram a água que necessitam. Os excrementos são retirados semanalmente de um reservatório no fundo de cada baia, onde caem por gravidade, mantendo o ambiente sempre limpo. Os insetos criados em cativeiro ficam guardados em ambiente controlado, a fim de evitar contaminação ou contato com espécimes de fora. São todos bem limpinhos”, explica.

 

Segurança alimentar

A FAO, Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura publicou em 2015 um documento sobre “A Contribuição dos Insetos para a Segurança Alimentar, Subsistência e Meio Ambiente” (http://www.fao.org/3/di3264o.pdf), no qual informa que o aumento da população, urbanização e o crescimento da classe média têm elevado a demanda global por alimentos, especialmente as fontes proteicas animais. Segundo o estudo, por volta de 2030 teremos que alimentar nove bilhões de habitantes, juntamente com outros bilhões de animais criados anualmente para fins alimentícios, recreativos ou como estimação.

Uma das maneiras existentes para se resolver o problema de segurança alimentar seria a criação de insetos, pois eles se reproduzem rapidamente, têm altas taxas de crescimento e de conversão alimentar, além do mínimo impacto ambiental causado em todo seu ciclo de vida. São nutritivos, com alto teor de proteína, ácidos graxos e minerais. A cada 100g de alimento cru, a carne bovina apresenta 20,2g de proteína, ao passo que 100g de barata cinérea oferecem 60g e grilo preto 48g.

O estudo considera insetos criados sob supervisão e não aconselha a ingestão de insetos retirados diretamente da Natureza, uma vez que estes podem estar sujeitos a contaminantes externos.

No Brasil, por enquanto, a produção de insetos é voltada somente à alimentação animal, pois ainda não há legislação específica para a produção e comercialização de insetos na alimentação humana.

Embora a produção dos insetos siga as mesmas exigências sanitárias para animais e humanos, é necessário um selo SIF/ER específico para cada criadouro.[/userpro_private]

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