O mercado de aves e sua representatividade3 min para ler

A criação de aves ornamentais vem atraindo cada vez mais os brasileiros.

Pesquisas realizadas no setor mostram que este é um mercado promissor, que cresce cerca de 10% ao ano de acordo com os últimos dados divulgados pela Abinpet (Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação).  De acordo com a associação, o Brasil tem 39 milhões de aves domesticadas e as preferidas são as calopsitas.

Para falar um pouco sobre esse mercado e suas particularidades entrevistamos Jônatas Grellmann Breunig, presidente da APCA (Associação Brasileira de Preservadores e Criadores de Aves de Raças Puras e Ornamentais) desde 2012.

 Negócios Pet: Quando a APCA (Associação Brasileira de Preservadores e Criadores de Aves de Raças Puras e Ornamentais) foi fundada?

Jônatas Grellmann Breunig:  No ano de 1984.

 

NP: Qual a importância desse tipo de entidade no cenário brasileiro?

JGB: A importância e o objetivo principal da associação é unir os criadores que preservam aves de raças puras e ornamentais. Com o crescimento da avicultura industrial, a criação de aves ornamentais, ou de produção com características ornamentais, foi ficando de lado pressionada pela indústria avícola. Hoje a atividade principal é assistir os sócios, promover exposições e competições e ainda captar mais sócios para que se continue preservando as aves de raças puras.

 

NP: Como vê o mercado nacional de aves ornamentais?

JGB: É um mercado em franca expansão, ainda pequeno no aspecto de indústrias que fabriquem equipamentos e insumos voltados para aves ornamentais. Diferente da América do Norte e Europa onde se tem lojas e indústrias especializadas na fabricação de comedouros, gaiolas e tantos outros artigos voltados aos criadores amadores e preservadores. O comércio de aves cresce a cada dia e junto com ele a informalidade também. Existe uma dificuldade enorme em legalizar os criatórios devido à falta de regras claras para registrar os estabelecimentos.

 

NP: Para se comercializar essas aves quais os cuidados que o lojista/criador tem que ter?

JGB: O primeiro passo é procurar os órgãos de fiscalização do Estado, secretaria de agricultura e secretaria do meio ambiente do Estado para saber das condições e regras para comércio ou criação das espécies de interesse do criador. Segundo passo é adquirir aves de criadores devidamente registrados ou que estejam em vias de legalização. As associações podem auxiliar nisso, portanto é interessante que o criador novo se associe em alguma associação que possa dar respaldo técnico.

 

NP: Qual a ave que o brasileiro prefere para ter em casa? Por quê?

JGB: Acredito que hoje as aves mais procuradas são os psitacídeos, pois interagem mais com os seus proprietários.

 

NP: Como está o mercado atual? O crescimento?

JGB: Com o advento da Internet o mercado cresceu muito. A possibilidade de importar materiais e comprar sem sair de casa facilitou e fez o interesse aumentar. Existe muito espaço para lojistas e criadores sérios. Nesse meio, seriedade é fundamental.

 

NP: Quais as principais dificuldades desse mercado no Brasil?

JGB: Legislação clara e constante. Hoje o pouco que temos de legislação voltada para aves ornamentais é confusa e muda a toda hora.

 

NP: O que espera para 2019?

JGB: Espero que não tenhamos Gripe Aviária nos países vizinhos, o que afeta diretamente as exposições e as vendas nas lojas. Tenho a expectativa que o governo chame especialistas do setor para organizar a cadeia de criação de aves ornamentais, tanto profissional como amadora.

 

 

 

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