Arraia Olhos-de-Pavão2 min para ler

Um animal exótico, de grande beleza natural e que enche os olhos dos aquaristas.

A Potamotrygon motoro ou Arraia Olhos-de-Pavão, como é conhecida popularmente, é um peixe de grande beleza para os aquários ornamentais e enchem os olhos de qualquer pessoa por suas características naturalmente belas e exóticas. Esse peixe é do tipo cartilaginoso e é considerado de grande porte, pois pode atingir até 15 kg e o seu disco pode chegar a 70 cm de diâmetro.

As fêmeas podem ser maiores que os machos e ambos possuem nadadeiras peitorais modificadas que formam uma orla em volta do seu corpo cartilaginoso, facilitando a locomoção e dando um efeito incrível de flutuação para quem a visualiza, o que torna esse animal fascinante, conquistando muitos admiradores!

A sua coloração normalmente apresenta-se como parda; e o seu dorso com pequenas manchas circulares de cor amarela, envoltas por contornos enegrecidos. A sua cauda ou “ferrão” pode apresentar o mesmo tamanho do seu disco. O ferrão é venenoso e espinhoso, usado para o ataque e defesa.

A sua distribuição varia da região das bacias do Amazonas até Uruguai, Paraguai e Paraná. Esta espécie não é migratória e é piscívora. Gosta de regiões litorâneas, pois possuem fundo arenoso, em que podem se camuflar entrando debaixo da areia, jogando-a sobre seu corpo e tornando assim quase imperceptíveis.

No aquário, a Arraia Olhos-de-Pavão requer um espaço com bom comprimento e largura desejável. As decorações podem ser utilizadas, mas com moderação, deixando espaços livres para nadarem. O sistema de filtragem do aquário deve ser impecável, principalmente a filtragem biológica, devido a quantidade de resíduos que estes peixes produzem.

Arraias estão entre os principais predadores em seu ambiente natural e comerão qualquer peixe menor que couber em sua boca.

 

Fonte texto: Caldas, J.; Dias, J. H. P.; Shibatta, O. A. 40 peixes do Brasil: Cesp 40 anos. Rio de Janeiro: 1ª ed., 2006, 208p.

Amanda Fernandes é zootecnista pela Unesp/Jaboticabal-SP e estagiária do Caunesp (Centro de Aquicultura da Unesp).

 

 

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