Alimentação – Os benefícios de oferecer ração mais vezes ao dia

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Além da qualidade da ração é necessário atentar para a frequência com que é oferecida.

Os peixes ornamentais são animais dotados de beleza e possuem uma grande variação de espécies, cada qual com sua particularidade. E apesar dessa diversidade, ambas espécies são dependentes de um fator essencial: a alimentação; e é por meio dela que o animal irá crescer, se desenvolver, se reproduzir e garantir a manutenção de sua saúde.

Porém para garantir que todos esses fatores aconteçam e que as espécies se desenvolvam de forma saudável, é necessário não só se atentar à qualidade da ração e alimento oferecido, mas também com a frequência que ela é fornecida. Em alguns casos, o comportamento dos animais no aquário ou ambiente de criação pode influenciar no consumo dos outros, já que algumas espécies podem ser dominantes e territorialistas, e então elas dificultam a alimentação dos outros peixes que são dominados por ela (McCarthy et al., 1992; Jobling, 1994). E quando não se alimentam adequadamente, podem apresentar deficiências nutricionais que impactarão em seu crescimento e desenvolvimento, gerando menor resistência a doenças.[userpro_private]

Para evitar esse tipo de problema, diversas pesquisas são realizadas, como a de Wang et al. (1998), que sugerem o aumento da frequência de arraçoamento, pois assim aumentam-se as chances dos animais dominados de se alimentarem, uma vez que o peixe dominante após se alimentar primeiro ficará menos agressivo e agitado.

Diversos estudos apontam para maiores taxas de crescimento, melhor desempenho produtivo, melhor uniformidade e menor estresse dos peixes dominados, quando as taxas de arraçoamento são maiores que 5 vezes ao dia (Zhou et al., Tucker et al.).

A taxa de alimentação pode influenciar no crescimento do animal, bem como no seu metabolismo (Johansson et al., 2000), porém sabe-se que isso depende da espécie em questão e que o oferecimento exagerado de arraçoamento pode afetar a qualidade da água.

Por isso deve-se levar em consideração o comportamento de cada espécie, o seu hábito alimentar e o seu horário de alimentação e assim observar se todos os animais estão se alimentando adequadamente.[/userpro_private]

 

Amanda Fernandes é zootecnista pela Unesp/Jaboticabal-SP e estagiária do Caunesp (Centro de Aquicultura da Unesp). Aperfeiçoamento técnico-científico no laboratório de Ciência dos Alimentos e Microbiologia da FCFAR /Unesp.

Contato: amandafernanddes2@gmail.com

Fonte: 1. Wang, N.; Hayward, R. S.; Noltie, D.B. Effect of feeding frequency on food consumption growth, size variation, and feeding pattern of age-0 hybrid sunfish. Aquaculture, v.165, 1998.

2. Johansson, L.; Kiessling, A.; Kiessling, K.H. Effects of altered ration levels on sensory characteristics, lipid content and fatty acid composition of rainbow trout (Oncorhynchus mykiss). Food Quality and Preference, v.11, 2000.

3. Tucker, B. J.; Booth, M. A.; Allan, G. L. et al. Effects of photoperiod and feeding frequency on performance of newly weaned Australian snapper Pagrus auratus. Aquaculture. v.258, 2006.

4. Zhou Z.; Cui Y.; Xie S. et al. Effect of feeding frequency on growth, feed utilization, and size variation of juvenile gibel carp (Carassius auratus gibelio). Journal of Applied of Ichthyology., v. 19, 2003. 5. Kunii, E.M.F. Frequência alimentar e taxa de alimentação para kinguio criado em hapa: desempenho produtivo e avaliação econômica. Botucatu. (Dissertação de mestrado. Universidade Estadual Paulista, Botucatu), 2010.

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