Aquarismo – A energia e sua importância para os peixes ornamentais

A energia e sua importância para os peixes ornamentais

Ela é responsável por sustentar as funções metabólicas e todas as atividades do animal

Para que as funções vitais e todos os processos fisiológicos funcionem adequadamente nos peixes ornamentais, o suprimento constante de energia é necessário.

A aquisição dessa energia é adquirida pelo alimento ingerido ou de reservas corporais. A energia dos alimentos é liberada durante a oxidação de carboidratos, lipídeos e aminoácidos.

A energia é responsável por sustentar as funções metabólicas e é utilizada para a manutenção de todas as atividades do animal, como a locomoção, a reprodução e o crescimento. Parte da energia consumida provinda dos alimentos é perdida nas excreções e fezes.

Dietas que sejam deficientes em energia para peixes ornamentais podem causar uma redução brusca no crescimento, já que a energia utilizada para as funções vitais, como locomoção, precisa ser atendida primeiro do que a energia usada para o crescimento. Assim, parte de proteínas também é utilizada como energia em vez de ficar disponível para o crescimento.

Já uma dieta contendo excesso de energia pode reduzir o consumo de ração e dessa forma pode diminuir a ingestão de nutrientes essenciais.

A exigência de energia de mantença de peixes é menor do que a de aves e mamíferos, uma vez que os peixes não regulam a temperatura corporal, gastando menos energia. Ela pode ser definida como a quantidade de energia necessária para manter um estado de balanço energético estável, sem ganho nem perda, não havendo assim, também o crescimento (NRC, 2009).

A formulação de rações em relação à energia contida na dieta é feita com base em estimativas, uma vez que existem poucos estudos detalhados de cada espécie e essas exigências podem variar de acordo com o hábito, idade e até mesmo da temperatura do ambiente, pois peixes que vivem em altas temperaturas necessitam de uma exigência maior, já que o gasto energético é maior, pois nestas condições eles não são capazes de consumir a quantidade de energia suficiente para o acúmulo de reservas no corpo (NRC, 2006).

A exigência em energia para a manutenção pode ser definida como a quantidade de energia necessária para manter um estado de balanço energético estável, onde não haja ganho nem perda, não havendo assim também o crescimento.

Dietas contendo altas densidades energéticas podem contribuir para a redução dos níveis de proteína na dieta. E isso pode reduzir o custo de alimentação e também pode reduzir a eutrofização da água em função do menor catabolismo de aminoácidos e liberação de amônia no ambiente aquático.

Conhecer as exigências nutricionais de diversas espécies de peixes é fundamental e é um dos primeiros passos para criar, desenvolver ou aprimorar tecnologias para a produção de peixes.

Porém sabe-se que o conhecimento sobre as exigências por energia para peixes ornamentais é limitado e existem poucos dados e estudos sobre os requisitos nutricionais das espécies de peixes ornamentais e alguns que já foram realizados não são conclusivos quanto ao nível de energia ideal para maximizar o crescimento desses animais (Zuanon et al. 2009).

 

Amanda Fernandes é Animal Scientist (Unesp Jaboticabal/SP), Master Degree (Unesp Araraquara/SP). CRMV/SP 03525. Contato: amandafernanddes2@gmail.com

Referência: Sakomura, N. K.; Silva, J. H. V.; Costa, F. G. P.; Fernandes, J. B. K.; Hauschild, L. Nutrição de Não Ruminantes. 1. ed. Jaboticabal: Funep, 2014. 678p. NRC, O D U. 2009. “Energia, Proteína e Aminoácidos.” Zuanon, Jener Alexandre Sampaio et al. 2009. “Dietary Protein and Energy Requirements of Juvenile Freshwater Angelfish.” Revista Brasileira de Zootecnia 38(6): 989–93.

 

 

 

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...