Aquarismo – Rações para peixes: Os diferentes processamentos

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Conhecer os tipos de alimentação é essencial para uma boa criação.

O Brasil é o 4º maior país em relação a população de peixes ornamentais juntamente com cães, gatos e aves canoras, apresentando 18 milhões de peixes, enquanto a população mundial se apresenta em 655,8 milhões (Abinpet, 2017). A produção global de ração fechou o ano de 2016 com mais de 1 bilhão de toneladas, representando um aumento  de 3,7% comparado a 2015, e o setor de peixes apresentou um crescimento de 12% na produção de ração neste ano (Altech, 2017).

 

Mediante a essa crescente produção, é de suma importância que se conheça os tipos de processamentos existentes para esse setor, pois para uma boa criação de peixes, a qualidade da água e a alimentação estão relacionadas com o tipo da ração utilizada para cada espécie (Zuanon, et al., 2011).  Existem diferentes formas de processamento de rações e podem ser classificadas como peletizadas, floculadas ou extrusadas.

Segundo Pastore et al., 2012 apud Moro e Rodrigues, 2015, o processo de peletização consiste em compactar por meio da combinação de umidade, calor e pressão, uma mistura de ingredientes já moídos e apresenta elevada densidade, o que faz com que o produto afunde rápido na água. Os objetivos do uso desse tipo de processamento pode ser a melhoria do desempenho dos animais, a redução das perdas de alimento, redução do consumo seletivo, melhoria do manejo alimentar e eliminação de organismos deletérios. Quanto à durabilidade, o que influencia é a formulação, o tamanho dos ingredientes, o condicionamento da mistura e o tipo da matriz da peletizadora.

Quanto ao processo de floculação, a ração é obtida com a secagem de uma pasta de ração em um rolo aquecido e este processo é mais utilizado na fabricação de peixes ornamentais.(Rodrigues et al., 2013 apud Moro e Rodrigues, 2015).

Já a extrusão proporciona uma melhor utilização dos grãos de cereais, proteínas vegetais e animais, proporcionando dietas rentáveis e nutricionalmente saudáveis. O fato de haver expansão juntamente com a gelatinização do amido, devido à alta temperatura, umidade e pressão, aumenta a digestibilidade e durabilidade do pélete, permite maior estabilidade da ração na água, facilidade de manejo e apresenta outros benefícios como aumento da palatabilidade e destruição de fatores antinutricionais (Tran et al., 2008; Rockey et al., 2010).

Mediante aos processos citados, deve-se salientar a importância de se fornecer o alimento adequado e de se conhecer os hábitos alimentares dos peixes para alcançar os objetivos desejados da criação (Ribeiro et al., 2005).

 

Roberta Bueno Ayres Rodrigues é zootecnista pela Unesp de Jaboticabal-SP e coordenadora do Portal Mulheres em Campo. roberta_barodrigues@hotmail.com

Referências: 1) Abinpet (Brasil). Associação Brasileira da Indústria de Produtos para Animais de Estimação. 2017. Disponível em: abinpet.org.br/site/mercado/>. Acesso em 03 de março 2017. 2) Altech Global Feed Survey. Global feed production surpasses 1 billion metric tons for first time, with fewer feed mills. 2017. Disponível em: go.alltech. com/alltech-feed-survey. Acesso em 03 de março 2017. 3) Moro, V. M.; Rodrigues, A. P. O. Rações para organismos aquáticos: tipos e formas de processamento. Embrapa pesca e aquicultura, 2015. 4) Zuanon, J. A. S.; Salaro, A. L.; Furuya, W. M. Produção e nutrição de peixes ornamentais. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 40, p. 165-174, 2011.

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