Aquarismo – Parasitas: Ictiofitiríase

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A piscicultura ornamental tem necessitado cada vez mais conhecimento em relação aos aspectos sanitários da criação.

Em cativeiro a contaminação e disseminação de doenças é considerada um fator negativo e de extrema preocupação, uma vez que pode comprometer a taxa de sobrevivência dos animais (Santos, 2016).

Uma das principais doenças que acometem os peixes ornamentais é a ictiofitiríase, causada por um protozoário denominado Ichthyophthirius multifiliis, ou “ictio” como é conhecido popularmente.

 

O ictio pode ser encontrado nas brânquias e no tegumento dos peixes e é responsável pelos inúmeros pontos brancos que ficam evidentes nos peixes infectados. Os pontos ou nódulos brancos são arredondados e pequenos, medindo cerca de 0,1 a 2,0 mm de diâmetro (Portz et al., 2013).

Em infestações de alto grau, massas espessas de muco podem surgir sobre as brânquias e pele, além dos focos de hemorragia e anorexia. (Chanda et al. citado por Santos, 2016.)

Oscilações bruscas na temperatura e água de má qualidade podem estar relacionadas à ocorrência de ictio (Santos, 2016) e a transmissão pode ser feita por um peixe parasitado que pode causar a infestação em todos os restantes.

A ictiofitiríase pode causar estresse nos animais, tornando-os agitados, assim eles podem friccionar o corpo nas rochas, paredes e fundos dos aquários e tanques e essa prática pode, muitas vezes, favorecer o aparecimento de machucados na pele (Lom e Dyková, 1992).

Para a prevenção, algumas medidas sanitárias podem ser tomadas em todo o sistema de criação, como, por exemplo, a utilização do sistema de quarentenas e acompanhamento de novos peixes recebidos, bem como a monitorização da qualidade da água e realização de análises das condições sanitárias da propriedade com ajuda de profissionais da área.

 

Amanda Fernandes é zootecnista pela Unesp Jaboticabal-SP, mestranda pela Unesp Araraquara-SP e discente do Caunesp (Centro de Aquicultura da Unesp).

Contato: amandafernanddes2@gmail.com 

 

Referências: 1) Portz, L.; Antonucci, A. M.; Ueda, B. H.; Dotta, G.; Guidelli, G.; Roumbedakis, K.; Martins, M. L.; Tavechio, W. L. G. Parasitos de peixes de cultivo e ornamentais. In: Pavanelli, G. C.; Takmoto, R. M.; Eiras, J.C. (Orgs.) Parasitologia de peixes de água doce do Brasil, 2013. p. 103. 2) Lom J., Dyková I. Myxozoan genera: definition and notes on taxonomy, life-cycle terminology and pathogenic species. Folia Parasitol 2006; 53(1). 3) Santos A.M., Doenças parasitárias de peixes ornamentais cultivados em Santa Catarina: patógenos e patogenia. 2016. 90f. Dissertação. Aquicultura. Universidade Federal de Santa Catarina. 2016.

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