Aquarismo – Os desafios da larvicultura

A fase larval é um dos estágios mais desafiadores da produção de peixes, sendo um fator-chave para o desenvolvimento da aquicultura.

É esta fase que representa as primeiras etapas de desenvolvimento dos animais, que nesse momento são muito sensíveis às variações físico-químicas da água e aos manejos nutricionais (Abe et al., 2016).

Por isso há grande preocupação com a alimentação, que normalmente é uma das maiores dificuldades da larvicultura, pois ela deve atender às exigências nutricionais dos animais, para que eles possam se desenvolver rapidamente e com saúde. [sociallocker]

Sabe-se que a qualidade dos alimentos e a frequência alimentar são parâmetros importantíssimos para garantir a sobrevivência e aumentar a produtividade. Sendo assim, no mercado atual é possível encontrar rações específicas balanceadas para esta fase, porém nem todas as espécies aceitam com facilidade esse tipo de alimento.

De frente com essa dificuldade, alguns pesquisadores têm demonstrado que produtores podem optar pelo fornecimento de ração juntamente com organismos vivos, como os náuplios de artêmia e organismos planctônicos provenientes de coletas em viveiros fertilizados (Meeren, 1991), uma vez que o alimento vivo pode contribuir com os nutrientes essenciais para o crescimento e sobrevivência larval.

Algumas pesquisas demonstram um aumento na ingestão de ração quando esta se encontrava na presença de náuplios de artêmia (Kolkovski et al., 1997).

Dessa forma, a associação de alimento vivo com ração permite um desenvolvimento mais homogêneo dessas larvas e maiores taxas de sobrevivência (Castillo, 2010). [/sociallocker]

Amanda Fernandes é zootecnista pela Unesp/Jaboticabal-SP e estagiária do Caunesp (Centro de Aquicultura da Unesp). Aperfeiçoamento técnico-científico no laboratório de Ciência dos Alimentos e Microbiologia da FCFAR /Unesp. Contato: [email protected] 

 

você pode gostar também Mais do autor

Comentários

Carregando...

Chat