Aquarismo – Frutas para peixes ornamentais

Assim como as sementes, elas  são fontes naturais de nutrientes  e de energia e possuem um papel importante na dieta de peixes frugívoros da ictiofauna.

Elas são dotadas de minerais, vitaminas, fibras e carboidratos, (Jayaraman e Das Gupta, 1992), além de compostos bioativos, como substâncias fenólicas, conhecidas pela grande capacidade antioxidante (Chinnici et al., 2004), e os carotenoides, que são pigmentos naturais que ajudam na manutenção das cores dos peixes ornamentais. Há uma grande diversidade de frutas, principalmente no Brasil, porém poucas são estudadas na alimentação dos peixes.

 

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Sabe-se que algumas delas (a maçã, por exemplo, que possui a casca rica em fibras, que são benéficas ao intestino) também são ricas em compostos fenólicos e são fontes de vários compostos biologicamente ativos, tais como a vitamina C, importante nutriente relacionado à imunidade.

Outras como uva, laranja, goiaba, figo e mamão já foram alvos de estudos na dieta dos peixes, assim como em um estudo conduzido com a piava, onde foi estudado que os resíduos de uva, laranja e goiaba podem ser ingredientes alternativos em potencial para a alimentação de juvenis.

As frutas podem ser uma fonte de interação e alimentação para os peixes, dependendo do hábito alimentar e da capacidade de adaptação fisiológica da espécie, mas é importante lembrar que não é recomendado que o oferecimento de frutas, assim como qualquer outro tipo de alimento, seja muito excedente e frequente, para que não afete o desempenho dos animais. Além disso, a ração comercial deve ser fornecida diariamente, pois ela é completamente balanceada e possui todos os nutrientes que os peixes ornamentais necessitam, garantindo assim a saúde, coloração e longevidade desses animais.

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Amanda Fernandes é zootecnista pela Unesp Jaboticabal-SP, mestranda pela Unesp Araraquara-SP e discente do Caunesp (Centro de Aquicultura da Unesp).

Contato: amandafernanddes2@gmail.com 

 

Referências: 1) Chinnici, F. et al. Radical Scavenging Sctivities of Seels and Sulps from cv. Golden Delicious Apples as Related to their Phenolic Composition. Journal of Agricultural and Food Chemistry, v. 52, p. 4684-4684, 2004. 2) Lazzari et al. Utilização de resíduos de frutas em dietas para piava. Bol. Inst. Pesca, São Paulo, 41(2): 227-237, 2015.
3) Jayaraman, K.S.; Das Gupta, D.K. Drying of fruits and vegetables. In: Mujumdar, A.S. Handbook of industrial drying. New York: Marcel Dekker, 1v. Cap. 21, p. 643-690, 1995.

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